Sign In

Apicultura é tema de curso para agricultores

Sustentabilidade Publicado em 18/10/2021

Noventa agricultores dos municípios de Delmiro Gouveia, Pariconha e Piranhas (AL), Petrolândia e Jatobá (PE) e Poço Redondo (SE) participaram do Curso de Apicultura, em setembro último. A atividade integra a programação do projeto de Responsabilidade Social Empresarial Lagos do São Francisco, uma parceria Embrapa Semiárido, BNDES e Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), com apoio da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e dos municípios, que visa oferecer alternativas para melhorar a qualidade de vida de pequenos produtores nordestinos.

 

Foram ministradas aulas teóricas que abordaram questões como o histórico da apicultura, biologia da abelha (Apis mellifera), materiais de proteção, equipamentos utilizados, povoamento, instalação de apiário, manejo e produtos da colônia (mel, pólen, própolis etc.). Os produtores também participaram de uma aula prática de divisão de colônia e elaboração de alimento para as abelhas no período seco, com distribuição de cerca de uma tonelada de açúcar, farinha de trigo, entre outros.

 

Foi demonstrada a praticidade e a importância de se produzir uma ração com custo relativamente baixo e com a permanência das abelhas nas caixas racionais. Com isso, garante-se uma maior produção e rapidez de produção após início das chuvas, nas primeiras floradas das plantas da caatinga. Também evita o trabalho do apicultor de ter que empreender buscas para capturar novos enxames e esperar, no mínimo, três meses até regularizar a produção de mel.

 

Segundo a instrutora, professora Eva Sarmento, da Univasf, durante os cursos tem sido gratificante o repasse de conhecimentos e a troca de experiência com os produtores que já trabalham com abelhas, bem como a capacitação de novos apicultores, contribuindo para a melhoria da condição social e econômica das famílias.

 

O projeto Lagos do São Francisco, além de promover capacitações, já distribuiu mais de 1.000 melgueiras (caixas Langstroth) e 2.000 ninhos para criação de abelhas com ferrão. Os beneficiados também receberam acessórios, como macacões, cera alveolada, carretilhas, garfos desoperculadores de favos, suportes para as caixas e fumigadores, necessários ao desenvolvimento da atividade.

 

De acordo com o coordenador do projeto na Embrapa Semiárido, o pesquisador Rebert Coelho, as ações visam aproximar os processos de inovação e de participação, pois são executadas em pequenas áreas de demonstração de agricultores com perfil agregador e multiplicador.

 

Para o gerente de Relações Públicas, Responsabilidade Social e Patrocínio da Chesf, Victor Luciano, ao término do projeto todas as iniciativas terão beneficiado mais de quatro mil  produtores, além de promover a preservação ambiental da região.


Fotos: Embrapa Semiárido